QUEM SOMOS

Ana Verena Almeida Mendes

Possui graduação em Medicina pela Escola Baiana de Medicina e Saúde Pública (1994), mestrado em Doenças Infecciosas e Parasitárias pela Universidade de São Paulo (2000) e doutorado em Doenças Infecciosas e Parasitárias pela Universidade de São Paulo (2003). Atualmente é Gerente Médica, Coordenadora da Infectologia do Hospital São Rafael e professor adjunto da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública. No Hospital São Rafael atua desde de 2009 na áreas de Gestão do Corpo Clínico e Gestão Assistencial e de Infecção em Imunocompromoteidos. Participou ativamente do Processo de Certificação pela Qualidade que conferiu ao Hospital o título de Acreditado com Excelência pela ONA e foi uma das idealizadoras da implantação dos Programas e Transplante de Medula Óssea e de Modernização da Microbiologia da Instituição. Tem experiência na área de Medicina, com ênfase em Doenças Infecciosas e Parasitárias, atuando principalmente nas áres de: Gestão Assistencial com a Metodologia da Qualidade e Gerenciamente de Riscos, Controle de Infecção Hospitalar e Infecção em pacientes Imunocomprometidos.

Currículo Lates

Maria Goreth Matos de Andrade Barberino

Graduada em Farmácia Bioquimica pela Faculdade de Farmácia da Universidade Federal da Bahia . Especialista em Análises Clínicas pela UFBA (Microbiologia e Hematologia). Mestrado e doutorado em Biotecnologia em Saúde e Medicina Investigativa - FIOCRUZ/BA. Chefe do Serviço de Microbiologia do Complexo Universitário HUPES – Universidade Federal da Bahia – 1981 a 2015, Coordenadora do Serviço de Microbiologia do Hospital Aliança – 1991 a 2010. Atualmente é consultora em Microbiologia clínica do Serviço de Microbiologia do Hospital São Rafael Tem experiência na área de Microbiologia Clínica Hospitalar (Bacteriologia e Micologia), atuando principalmente na área de: Resistência Microbiana, antibioticoterapia e controle de infecção hospitalar.

AGENDA

GUIAS E ARTIGOS

FAQ - PERGUNTAS E RESPOSTAS

  • Nos homens, a ocorrência de infecção urinária é menor por possuírem a uretra longa, dificultando a contaminação da bexiga por bactérias da região perianal, além da ação bactericida descrita dos fluídos prostáticos. Portanto, a incidência de ITU nos homens é menor que nas mulheres. Estima-se que em média ocorram anualmente, cinco a oito casos de cistite por 10.000 homens, em sua maioria, resultantes de fatores obstrutivos (malformações, cálculos), diabetes mellitus e rim policístico. Na faixa de idade entre 15 a 50 anos, a incidência de ITU em homens é muito baixa, fatores de risco incluem homossexualidade, relação sexual com mulheres infectadas e ausência de circuncisão. Após 60 anos de idade, a incidência de ITU pode atingir 3% a 4% dos homens, sendo este aumento atribuído a quadros de hiperplasia prostática, diminuição da atividade bactericida da secreção prostática, cistocele, instrumentação das vias urinárias e manejo da incontinência urinária com cateter vesical. Na população idosa, a prevalência da infecção apresenta menores diferenças entre os sexos, variando de 5 a 20% em homens e de 10 a 20% em mulheres. Os pacientes com relato clínico de obstrução, esvaziamento incompleto da bexiga, demência, acidente vascular cerebral, diabetes mellitus, e doenças cardiovasculares são mais propensos a ter bacteriúria, que os pacientes no grupo de mesma idade na ausência dessas condições.
    A tigeciclina é o primeiro fármaco representante da classe das Glicilciclinas. Possui particularidades comuns à minociclina (tetraciclina), mas com diversas alterações moleculares que conferiram uma ampliação do espectro de ação, diminuíram os efeitos colaterais e melhoraram as características farmacocinéticas. É ativo contra bactérias gram-negativas, gram-positivas e anaeróbios, incluindo atividade contra Staphylococcus aureus (MRSA). Não tem atividade contra Pseudomonas spp., Providencia spp. ou Proteus spp. As indicações são para infecções complicadas da pele e tecidos moles, excluindo infecções de pé diabéticas, além das infecções complicadas intra-abdominais. O CLSI (documento atual 2012) não tem padronização, critérios interpretativos para tigeciclina. A interpretação segue padronização do FDA (Food and Drug Admnistration, EUA) ou preconizados pelo EUCAST (The European Committee on Antimicrobial Susceptibility Testing) (quadro 1). Interferentes do teste de sensibilidade aos antimicrobianos • Problemas com difusão dos discos e gradiente de concentração em fita, dependendo das concentrações de cátions (Ca++ e Mg++) do ágar Mueller-Hinton. • Espessura e pH do ágar Mueller-Hinton podem interferir no resultado. • Tempo de preparo do meio. Devem ser utilizados meios recém-preparados. • Cuidado no armazenamento dos discos (fotossensíveis). O ideal é armazenar grandes estoques em freezer (temperatura ≤ 20oC, não do tipo frost free) e em geladeira o frasco em uso, protegidos da luz.
    O teste rápido consiste na detecção de antígeno da parede da célula bacteriana e apresenta uma especificidade elevada (≥ 95%) em comparação com a cultura, o que significa que resultados falso-positivos são incomuns, e, portanto, as decisões terapêuticas podem ser feitas com confiança com base no resultado positivo do teste, entretanto, a sensibilidade desses testes é considerada baixa (70-90%), o que pode levar a uma porcentagem importante de falsos negativos, necessitando por isso ser complementado com cultura.
    Os resultados relatados em diversos estudos aconselham que seja seguida a orientação da Academia Americana de Pediatria e da Sociedade Americana de Doenças Infecciosas (IDSA), que sugere que devido a menor sensibilidade dos testes rápidos, a cultura deve ser considerada como teste microbiológico de preferência na detecção de faringite bacteriana, especialmente com resultado do teste rápido negativo.
    Deve-se informa todos os micro-organismos observados, além da celularidade da amostra. Atenção para leucócitos com diplococos intracelulares, característico de Neisseria gonorrhoeae
    Diferentes resultados de sensibilidade e especificidade do teste de piúria e de outros testes rápidos na detecção de ITU têm sido reportados. Estudos realizados em diferentes áreas geográficas apontam para maior sensibilidade no diagnóstico presuntivo de ITU com a esterase leucocitária positiva, porém maior especificidade é apontada para o teste rápido da gota de urina sem centrifugar corado pelo método de Gram.

CONTATO

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